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Autopista atrasa cronograma e contorno viário pode ficar para 2017


Postado por: Postos Galo em 16.04.2013
Autopista atrasa cronograma e contorno viário pode ficar para 2017

O início das obras do contorno viário da Grande Florianópolis pode estar ainda mais distante do que o previsto e divulgado pela Autopista Litoral Sul, e virar realidade somente a partir de 2017. Antes da construção, o Ibama exige que a empresa realize um complexo estudo de impacto ambiental - o Eia/Rima, que pode levar até um ano para ser concluído. Segundo o órgão federal, a concessionária responsável pelo empreendimento nem começou a coletar as análises necessárias para a pesquisa.

Na documentação existente no Ibama, a Autopista havia sido informada sobre a exigência de um plano de trabalho - necessário para que sejam permitidos os estudos de impacto ambiental - em 14 de setembro do ano passado. A empresa, porém, apresentou a documentação somente no dia 2 de abril, sete meses após a orientação do órgão federal. A data também coincide com a publicação da série de reportagens do jornal Diário Catarinense ‘Pedágio Sob Suspeita’, que apontou o descumprimento dos prazos pela concessionária. O tempo médio para a elaboração de um plano de trabalho do mesmo tipo costuma ser de 15 dias, segundo técnicos do Ibama.

A informação contraria o que o diretor-superintendente da Autopista Litoral Sul, Paulo Castro, afirmou à reportagem, em entrevista concedida no dia 27 de março e publicada pelo DC no dia 31 do mesmo mês. Segundo ele, a empresa já realizava os estudos, e o encaminhamento final para aprovação do Ibama seria entre junho e julho. Se realmente este prazo fosse cumprido, seria possível o início das obras ser autorizado ainda em 2013. Com o atraso do pedido para começar as análises de campo, porém, o prazo para a construção acabou sendo empurrado para 2014.

De acordo com o Ibama, o Eia/Rima demanda pesquisas específicas de fauna e flora que devem ser estudadas no período de chuva e também no período de seca. Geralmente, as empresas levam de sete meses a um ano para finalizar. Consultor do setor de transportes e infraestrutura há quase três décadas, Cloraldino Severo diz que o Ibama costuma ser bastante exigente com esses levantamentos e que, se o apresentado pela empresa não estiver adequado, a burocracia é ainda maior. Segundo ele, no vaivém dos documentos entre Ibama e concessionária, a licença de construção pode levar até mais de um ano para ser emitida. Com a previsão de início das obras só para o ano que vem, muda também a estimativa de prazo para a inauguração do contorno: de 2015 para, no mínimo, 2017.

Com Informações do Diario Catarinense

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